A Univé, uma das maiores seguradoras cooperativas dos Países Baixos, mostra que preparar uma força de trabalho para a Inteligência Artificial exige mais do que contratar uma nova ferramenta. Ao adotar o ChatGPT Enterprise, a empresa combinou liderança, governança, segurança e participação dos colaboradores para transformar a forma como suas equipes trabalham.
Com 97% das licenças ativadas, 85% dos usuários licenciados ativos semanalmente e aproximadamente 1.500 GPTs personalizados criados internamente, a IA passou a apoiar atividades em praticamente todas as áreas de conhecimento da organização. Neste artigo, você conhecerá a estratégia da Univé, seus principais casos de uso e os aprendizados que podem orientar outras empresas na adoção responsável de automações e fluxos de trabalho baseados em agentes.
Como a Univé transformou a inteligência artificial em uma capacidade organizacional
A experiência da Univé demonstra que a adoção de Inteligência Artificial pode ampliar a capacidade das equipes, mas não depende apenas da contratação de uma nova ferramenta. Para gerar impacto real, a seguradora tratou a IA como uma transformação organizacional, integrada à maneira como as pessoas trabalham, tomam decisões e aprimoram processos.
O ChatGPT Enterprise foi incorporado com o apoio de quatro pilares: tecnologia adequada, liderança envolvida, governança estruturada e participação ativa dos colaboradores. Essa combinação criou um ambiente em que os funcionários podiam experimentar a IA com segurança, identificar oportunidades de melhoria e desenvolver soluções alinhadas às necessidades da organização.
Em vez de concentrar a inovação em uma equipe de tecnologia, a Univé distribuiu a capacidade de criação por diferentes áreas. Assim, a inteligência artificial passou a apoiar atividades diversas e a ser utilizada como um recurso para repensar tarefas, reduzir esforços operacionais e liberar os profissionais para atividades que exigem conhecimento e julgamento humano.
Os resultados indicam que a adesão foi acompanhada de uso recorrente: 97% das licenças foram ativadas, 85% dos usuários licenciados utilizam a ferramenta semanalmente e os colaboradores criaram aproximadamente 1.500 GPTs personalizados. O caso reforça que a adoção sustentável de IA depende tanto da solução tecnológica quanto das condições oferecidas para que as equipes aprendam, experimentem e participem da transformação.
Liderança foi o ponto de partida para preparar a força de trabalho
A Univé entendeu que a adoção de Inteligência Artificial não seria bem-sucedida se fosse conduzida apenas como um projeto de tecnologia da informação. Embora a escolha de uma plataforma segura fosse importante, a transformação dependia principalmente de mudanças na forma como a organização tomava decisões, estruturava processos e apoiava suas equipes.
Por isso, a seguradora começou envolvendo sua comunidade de gestores em sessões dedicadas à liderança em IA. Em vez de se limitarem a conhecer as funcionalidades do ChatGPT Enterprise, os líderes foram convidados a refletir sobre como o trabalho seria transformado e qual seria seu papel na criação de um ambiente favorável à inovação responsável.
Essa abordagem mudou a atuação dos gestores. Eles deixaram de ser apenas responsáveis por aprovar iniciativas de tecnologia e passaram a criar as condições para que suas equipes identificassem oportunidades, testassem novas formas de trabalhar e desenvolvessem soluções próprias.
A Univé também adotou uma visão descentralizada da inovação. Em vez de exigir um projeto detalhado ou um caso de negócio para cada ideia, a empresa ofereceu orientação, estrutura e tempo para que os funcionários repensassem suas atividades. Dessa forma, quem conhecia de perto os desafios operacionais também poderia participar diretamente da criação das soluções.
O princípio adotado pela seguradora foi ampliar o número de pessoas capazes de construir com IA, e não apenas aumentar a quantidade de ferramentas disponíveis. Essa estratégia ajudou a transformar a inteligência artificial em uma competência distribuída pela organização, com os líderes orientando a mudança e os colaboradores impulsionando sua aplicação no cotidiano.
Governança e segurança deram confiança para experimentar
Para que a adoção da Inteligência Artificial avançasse com segurança, a Univé estabeleceu a governança desde o início da implementação do ChatGPT Enterprise. A empresa entendeu que os funcionários só experimentariam a tecnologia de forma consistente se tivessem confiança de que seus dados, acessos e responsabilidades estavam protegidos.
Entre as medidas adotadas esteve a autenticação corporativa, que restringe o acesso à plataforma a usuários autorizados. O controle de permissões também foi integrado aos sistemas internos: a IA não pode consultar informações além daquelas que cada funcionário já está autorizado a visualizar. Dessa forma, a ferramenta apoia o trabalho sem ampliar indevidamente o acesso a dados corporativos.
A Univé ainda realizou avaliações de privacidade, revisões de segurança e definiu princípios para o uso responsável da IA. Processos de governança, monitoramento contínuo e responsabilidades humanas claras complementaram essas medidas, criando critérios para avaliar novos usos e acompanhar sua aplicação ao longo do tempo.
Essa estrutura não foi utilizada para impedir a inovação, mas para torná-la viável em maior escala. Ao estabelecer limites e orientações antes da expansão do uso, a seguradora ofereceu aos funcionários um ambiente mais seguro para testar ideias, criar soluções e compartilhar aprendizados.
O caso mostra que regras bem definidas podem funcionar como uma base para a experimentação. Quando segurança, privacidade e responsabilização fazem parte do projeto desde o começo, a governança deixa de ser apenas um mecanismo de controle e passa a contribuir para uma adoção mais confiante e responsável da Inteligência Artificial.
Funcionários ganharam autonomia para redesenhar o próprio trabalho
Com a liderança orientando a transformação e a governança oferecendo segurança, os funcionários passaram a assumir um papel central na adoção da Inteligência Artificial. A Univé ofereceu tempo, estrutura e autonomia para que cada equipe analisasse suas próprias atividades, identificasse tarefas repetitivas e testasse maneiras mais eficientes de realizar o trabalho.
Essa participação aproximou o desenvolvimento das soluções dos desafios reais enfrentados no dia a dia. Em vez de depender exclusivamente de projetos conduzidos por uma área central de tecnologia, os próprios profissionais passaram a criar recursos adaptados aos processos de seus departamentos e a compartilhar experiências com os colegas.
Um dos principais resultados dessa estratégia foi a criação de aproximadamente 1.500 GPTs personalizados. Essas soluções foram desenvolvidas para atender necessidades internas específicas, apoiando desde a organização de informações até a preparação de atividades recorrentes.
A mudança também alterou a forma como a inovação era percebida dentro da empresa. Os colaboradores deixaram de esperar por longos ciclos de desenvolvimento ou pela disponibilidade de especialistas para propor melhorias. Com orientação e limites claros, passaram a experimentar, validar ideias e aprimorar seus próprios fluxos de trabalho.
Esse modelo não elimina a necessidade de acompanhamento e responsabilidade. As soluções continuam inseridas na estrutura de governança da Univé, mas sua criação se tornou mais distribuída. Assim, a IA passou a ser uma capacidade desenvolvida continuamente pelas equipes, e não apenas uma ferramenta fornecida pela área de tecnologia.
Agentes de IA reduzem horas de preparação para poucos minutos
Um dos exemplos mais claros do uso de agentes de IA na Univé está no processamento de sinistros de seguros para animais. O agente reúne os documentos do caso, analisa notas veterinárias, consulta as condições da apólice, identifica informações ausentes e destaca possíveis anomalias.
Com esse trabalho, o profissional responsável pelo sinistro recebe um processo previamente organizado, acompanhado de uma recomendação rastreável. Uma atividade que antes podia exigir horas de preparação passa a estar pronta para análise em poucos minutos. O ganho não está em substituir o especialista, mas em reduzir o tempo gasto na coleta, leitura e estruturação das evidências.
A subscrição é outro processo beneficiado. Antes do início do expediente, um agente pode revisar a fila de solicitações, combinar informações de fontes corporativas autorizadas, apontar documentos pendentes, sinalizar indicadores de risco e destacar os casos que precisam de prioridade.
Quando o subscritor inicia o trabalho, cada caso já apresenta o contexto relevante, as evidências utilizadas e os pontos que exigem avaliação profissional. Isso permite que o especialista dedique mais tempo ao julgamento técnico e menos à busca manual de informações.
Em ambos os cenários, a IA prepara o trabalho, mas não toma a decisão final. Os profissionais continuam responsáveis por avaliar as recomendações, interpretar as informações e definir os encaminhamentos. Essa divisão preserva a responsabilidade humana enquanto utiliza a automação para tornar os processos mais rápidos, organizados e consistentes.
Os números mostram uma adoção ampla e recorrente
Os resultados da Univé indicam que a adoção da Inteligência Artificial ultrapassou o simples acesso à tecnologia. A empresa ativou 97% das licenças do ChatGPT Enterprise, sinal de que a ferramenta foi amplamente incorporada pelos funcionários. Além disso, 85% dos usuários licenciados utilizam a solução semanalmente, demonstrando que seu uso se tornou parte recorrente da rotina de trabalho.
Entre os usuários ativos, a média é de 40 prompts por pessoa a cada semana. Esse volume revela uma interação contínua com a IA para apoiar tarefas, organizar informações, desenvolver ideias e aprimorar processos. Na prática, a tecnologia deixou de ser utilizada apenas em testes pontuais e passou a participar de atividades frequentes.
A presença da IA também se estende a praticamente todas as áreas de conhecimento da organização, incluindo sinistros, subscrição, finanças, recursos humanos, jurídico, tecnologia, atendimento ao cliente e gestão. Essa abrangência mostra que a adoção não ficou concentrada em um único departamento ou em poucos especialistas.
Considerados em conjunto, os números apontam para uma mudança de comportamento organizacional. A Univé não apenas disponibilizou uma ferramenta, mas criou condições para que os funcionários a incorporassem ao trabalho, desenvolvessem soluções próprias e buscassem novas aplicações de forma contínua. O indicador mais relevante, portanto, não é somente a quantidade de licenças, mas a capacidade das equipes de utilizar a IA regularmente para transformar suas atividades.
Da experimentação aos fluxos de trabalho baseados em agentes
A próxima etapa planejada pela Univé é ampliar o uso da Inteligência Artificial, passando de prompts e ferramentas utilizadas individualmente para fluxos de trabalho baseados em agentes. Nesse modelo, a IA poderá atuar de forma mais proativa na preparação de atividades recorrentes, sem substituir os profissionais responsáveis por analisá-las.
Os agentes poderão reunir informações de sistemas corporativos autorizados, organizar contextos relevantes, identificar pendências e apresentar evidências antes mesmo do início do expediente. Dessa forma, as equipes poderão começar o dia com tarefas previamente estruturadas, concentrando seus esforços na análise, na tomada de decisões e no atendimento de situações que exigem conhecimento especializado.
Essa evolução pode reduzir o tempo dedicado à busca e à consolidação manual de dados, além de tornar os processos mais consistentes. No entanto, a automação não será aplicada de maneira irrestrita. Cada novo fluxo continuará sendo avaliado de acordo com as regras de segurança, privacidade e governança estabelecidas pela organização.
A responsabilidade humana permanece como um princípio central. Os agentes podem preparar informações, sugerir encaminhamentos e destacar pontos de atenção, mas as decisões finais continuam sob responsabilidade dos profissionais. Assim, a Univé pretende avançar em direção a um modelo de trabalho mais integrado à IA, mantendo o controle, a rastreabilidade e a supervisão necessários para uma adoção responsável.
O que empresas podem aprender com a estratégia da Univé
A experiência da Univé oferece aprendizados aplicáveis a empresas de diferentes setores. O primeiro é tratar a Inteligência Artificial como uma competência organizacional, e não apenas como uma ferramenta ou projeto de tecnologia. A adoção tende a ser mais consistente quando a IA passa a fazer parte da maneira como as equipes trabalham, aprendem e aprimoram processos.
Também é fundamental preparar as lideranças. Gestores precisam compreender como o trabalho pode mudar, orientar suas equipes e criar um ambiente favorável à inovação responsável. Ao mesmo tempo, regras de segurança, privacidade, acesso e responsabilização devem ser definidas desde o início, para que a governança dê confiança à experimentação em vez de bloquear novas ideias.
Outro ponto importante é oferecer tempo, estrutura e autonomia para que os funcionários testem possibilidades relacionadas às próprias atividades. Quem conhece os desafios operacionais de perto pode identificar oportunidades que nem sempre seriam percebidas em projetos centralizados. Por isso, medir apenas o número de licenças não é suficiente: é necessário acompanhar o uso recorrente, as soluções desenvolvidas e a capacidade criada pelas equipes.
Para empresas que desejam avaliar esse caminho, a IntelexIA mostra que automações com Inteligência Artificial podem ser estruturadas de acordo com os processos, as necessidades e os objetivos de cada negócio. Com uma análise adequada, é possível identificar atividades com potencial de ganho de eficiência e desenhar soluções que combinem automação, supervisão humana e segurança.
Acompanhe o blog para descobrir as próximas novidades em IA e automação
O caso da Univé reforça que o diferencial não está apenas em disponibilizar ferramentas de Inteligência Artificial, mas em preparar pessoas, processos e regras para que a tecnologia seja usada de forma responsável. Com liderança envolvida, governança estruturada e participação dos funcionários, a IA pode ampliar a capacidade das equipes sem eliminar a supervisão e o julgamento humanos. Para acompanhar outras notícias, análises e tendências sobre Inteligência Artificial e automação, acompanhe o blog da IntelexIA: novos conteúdos são publicados todas as semanas.
Fonte desta curadoria
Este artigo é uma curadoria do site OpenAI. Para ter acesso à matéria original, acesse Univé builds an AI-ready workforce






